Pesquisar:

BLOG FALANDO DE DANÇA, BY LEONOR COSTA

sábado, 11 de novembro de 2017

Iniciada captação de patrocínio para a impressão da edição de dezembro do JFD

AVISO! Já estamos captando anúncios para viabilizar a edição de dezembro do Jornal Falando de Dança. Conheça nosso trabalho visitando nosso perfil e clicando no botão do Issuu, na coluna à esquerda. Dica: publique uma mensagem de fim de ano para seus amigos e clientes. 😉

Informações com Aragão: (21) 99202-6073 / 2551-3334

sábado, 7 de outubro de 2017

Saiba como foi o seminário sobre a história da dança de salão, realizado pela AMAragão Edições e Produções

O seminário aconteceu dia 23/10/17, no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, na Tijuca, das 10 às 18h, com entrada franca.
     Com mediação da gestora cultural Diana De Rose, dois pesquisadores (Leonor Costa e Marco Antonio Perna), um historiador (Nei Santos) e um antropólogo (Felipe Berocan) proferiram palestras tecendo um painel sobre o comportamento social dos habitantes do Rio desde a introdução da dança de salão como entretenimento da alta sociedade, passando pela era das dezenas de gafieiras que se espalhavam pelo Centro e subúrbios da então capital do país, na primeira metade do século XX e terminando no século XXI, nos bailes promovidos pelas inúmeras academias de dança de salão espalhadas pela cidade. O aspecto comportamental do povo carioca foi debatido sob o viés da cultura da dança de salão e o que ela representou para as camadas menos abonadas da população, no seu direito ao lazer.
     Leonor Costa, idealizadora do projeto, contemplado pelo edital da SMC-Rio "Viva o Talento ! Educativo" assim descreveu o objetivo do seminário, que pretende dar continuidade em uma próxima oportunidade: "O objetivo é promover a divulgação de novos olhares sobre a dança de salão carioca, proporcionar o intercâmbio de informações, promover a análise sistemática de fatos através de raciocínios e reflexões, estimular a interlocução com a plateia, apresentando um assunto que interessará não só a estudantes e profissionais da dança, mas ao público em geral, por relatar costumes e fatos curiosos de nossa história. Como a declaração do poeta e jornalista Olavo Bilac, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, que, em 1906, diante da febre de bailes na cidade, declarou: Nós somos um povo que vive dançando”.

  • Assista às palestras, registradas em vídeo pelo site Dance a Dois, nos links abaixo das imagens dos palestrantes.
  • Acesse a página do evento no facebook, para ler os depoimentos dos participantes, fotos, vídeos e clipping de imprensa, AQUI.
  • Veja AQUI a cobertura fotográfica do Jornal Falando de Dança.
  • Veja AQUI a cobertura do site Dance a Dois.
  • Clipping de imprensa também acessível AQUI.
Palestrante 1: LEONOR COSTA, jornalista, editora do jornal Falando de Dança, curadora da exposição “200 anos de ensino de dança de salão no Brasil” (C. A. C. Gulbenkian, 2011), pesquisadora na exposição “Rio Dança - Nos Passos da Dança Carioca” (Centro Coreográfico, 2012). Tema: contexto histórico da dança de salão no Rio de Janeiro antes e depois da chegada da corte portuguesa, em 1808. VÍDEO DA PALESTRA AQUI.
Palestrante 2: NEI JORGE DOS SANTOS JUNIOR, professor, doutorando em Estudos do Lazer (UFMG), e Mestre em História Comparada UFRJ). Tema: Bilac e a geografia moral da cidade: os clubes dançantes nos subúrbios do Rio de Janeiro. VÍDEO DA PALESTRA AQUI.
Palestrante 3: FELIPE BEROCAN VEIGA, prof. adjunto GAP/ICHF-UFF, prof. efetivo PPGS-UFF, pesquisador LeMetro/IFCS-UFRJ e INCT-InEAC/UFF. Tema: Gafieiras Cariocas. Onde o centro e o subúrbio da cidade se encontram. VÍDEO DA PALESTRA AQUI.
Palestrante 4: MARCO ANTONIO PERNA, editor do site Agenda da Dança de Salão Brasileira, pesquisador, autor do livro “Samba de Gafieira: a história da dança de salão brasileira” e organizador da coletânea “200 anos de dança de salão no Brasil”. Tema: Academias de Dança de Salão: os “grêmios recreativos” do século XXI. ASSISTA AO VÍDEO DA PALESTRA AQUI.


Informações: (21) 99489-5225 / contato@jornalfalandodedanca.com.br



Helênico e APDS anunciam convocação de assembleia de associados

Você sabia? O Jornal Falando de Dança noticiou em sua ed. 121 a convocação de duas entidades associativas ligadas à dança de salão. O Helênico A. C. realizará uma assembleia hoje, dia 07/10/17, antes do seu baile semanal; e a APDS realizará sua assembleia anual dia 19/11. Leia o Jornal Falando de Dança e fique por dentro dos assuntos ligados ao segmento da dança de salão. Segue o link para leitura online: https://issuu.com/dancenews/docs/jfd_ed_121 

domingo, 1 de outubro de 2017

Fotos! Almoço dançante M&N (Casa das Beiras, 20/09/17)

Dia 20/09/17 aconteceu mais uma edição do almoço dançante da Equipe M & N, organizado por Myriam Linhares e Nelson Veloso, na Casa dos Açores, clube social localizado na Tijuca. 

O evento, que acontece toda terceira quarta-feira do mês, oferece música ao vivo, almoço com buffet, bebidas e sobremesas, bolo para a comemoração dos aniversários do mês, equipe de dançarinos, bingo e sorteios. 

Tudo incluído no preço, o que facilita o cálculo das despesas. 

O diretor do Jornal Falando de Dança, Antonio Aragão, esteve presente e fez alguns registros. 

Interessados em participar da próxima edição do almoço M & N podem contatar Myriam Linhares no tel. (21) 99962-0759.
Mais fotos deste evento, neste link aqui: https://photos.app.goo.gl/xyjxEwj1zEvJTBGu1

sábado, 30 de setembro de 2017

Fotos! Baile da Primavera (Club Municipal), dia 18/09/17

Registro do Baile da Primavera, no Club Municipal, dia 18/08, com orquestra Tupy. Baile organizado pela diretora social do clube, Bela Bádua, há trinta anos, sendo o ponto alto do evento a eleição da Rainha da Primavera. Este ano a eleita, por aclamação, foi a dançarina Marília, que recebeu a faixa das mãos da rainha de 2016, a dançarina Célia. Nas fotos registramos também a homenagem à Bela Bádua prestada pelo presidente do clube, Luiz Paredes Dias. Este passou às mãos da vencedora do concurso um envelope contendo convite para uma estada na sede campestre do clube. Ao final, o fã clube da Marília posou para o Jornal Falando de Dança e os cavalheiros dançaram a valsa com a nova rainha. Veja o álbum completo no Google Fotos, aqui: https://photos.app.goo.gl/PHeS8iLkuhi2YuRq2























Sobre os dez anos de jornal: leia aqui os depoimentos de colaboradores e apoiadores do Jornal Falando de Dança



Meu reconhecimento ao Jornal Falando da Dança, pelos dez anos de fundação. Aos amigos Leonor Costa e Antonio Aragão, que são dois profissionais aguerridos, lutadores, perseverantes e qualificados. São parceiros, presentes nos debates do Poder Legislativo, interessados e antenados, ajudando-nos a dar visibilidade aos debates das áreas da cultura e da comunicação. Parabéns pelos dez anos de fundação do Jornal Falando de Dança. 
Vereador Reimont, presidente da Comissão Permanente de Cultura e presidente da Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, encaminhou à Seconserva o dossiê elaborado pelo JFD para a campanha “Uma Estátua para Antonietta” e presidiu a seção na CMRJ que empossou a nova diretoria da APDS, da qual fazem parte os editores do jornal.

**********

Gostaria de mandar uma mensagem carinhosa  aos meus amigos Leonor Costa e Antonio Aragão. Sim, amigos que conquistei, meus encorajadores e apoiadores. Profissionais que quero parabenizar pelos dez anos de fundação do Jornal Falando de Dança, um polo de resistência.  Meus votos de que vocês não desistam, mantenham-se comunicadores, formuladores e divulgadores das artes e da dança. 
Suelyemma Franco, assessora técnica da Comissão Permanente de Cultura e da Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, presididas pelo vereador Reimont, já escreveu para o JFD.

**********

O Jornal Falando de Dança registra e dissemina a história atual e passada por belos caminhos. Para mim é valiosa e única a experiência de participar deste veículo de comunicação. É simplesmente delicioso sentir que é mantido por pessoas comprometidas, competentes e com a disposição rara de empenhar esforços no sentido de viabilizar a divulgação do conhecimento sobre a dança! Que venham as próximas décadas de realizações!
Maristela Zamoner, pesquisadora e autora de livros sobre dança de salão, escreve para a coluna Um Pouco de História, do JFD

**********

Ao longo de 10 anos ininterruptos, o Jornal Falando de Dança vem prestando valiosos serviços ao público interessado na dança de salão, registrando e recordando cotidianamente seus personagens e fatos, conferindo substância à informação e à memória social dessa importante atividade cultural. Com seus profissionais munidos de grande espírito público, vem promovendo uma série de importantes seminários e encontros de pesquisadores, além de proporcionar a divulgação e a atualização da agenda de bailes e atividades sobre as mais variadas modalidades de dança de salão na metrópole carioca. Vida longa ao Jornal Falando de Dança!
Felipe Berocan Veiga, chefe do dpto de antropologia da UFF, escreveu para o JFD e participou de palestras organizadas pela AMAragão Edições e Eventos

**********

Meus agradecimentos pela existência do Jornal Falando de Dança e a todos envolvidos pela elaboração deste meio de comunicação. Vocês são o exemplo de sonho e idealização de um projeto magnífico; ação para que a nossa arte de dançar a dois seja reconhecida e respeitada em nossa sociedade. Vocês nos encorajam e não nos deixam desanimar de levar qualidade de vida para nossos alunos através desta maravilhosa arte. Minha Gratidão.
Elaine Reis, professora de dança de salão e diretora de academia de dança, teve seus textos publicados no JFD, originando o livro de crônicas Pé de Valsa, publicado pela editora do jornal

**********

Escrever é um ato de prazer e ao mesmo tempo de frustração. O prazer deriva da habilidade no uso das palavras, brincar com elas, e do autor saber que está ajudando a formular pontos de vista. A frustração vem da sua insatisfação com o próprio texto. São raros os autores que, ao reler o que escreveram, não acham que poderia ter sido melhor. Isso é, ao mesmo tempo, uma grande virtude, que nos faz suar a camisa no trabalho.    Quando migrei da grande mídia para os jornais de dança, hoje com o prazer de integrar a equipe de colaboradores do Falando de Dança, dos meus amigos Leonor e Aragão, confesso que esse fardo do jornalismo cotidiano se tornou mais leve, porque a dança é também uma das coisas mais leves da vida. Continuo ativo, escrevendo todos os dias sobre outros temas, mas é no assunto dança que encontro alívio para a indignação atrelada aos demais assuntos. 
   Nem por isso perdemos o espírito crítico. Porque a dança tem, e sempre terá, coisas a corrigir e melhorar. É neste ponto que entra a importância de jornais como este, com um corpo de editores e articulistas da melhor qualidade. A cada edição o Falando de Dança agrega ao meio conhecimento e instrumentos de análise, para uma dança melhor. Tanto na sua essência individual, aquilo que motiva cada pessoa, como dançarino e apreciador do baile, como no grupo social que ela abarca, reproduzindo, em escala reduzida, o mundo exterior. Nas suas virtudes, beleza, defeitos, diversidade e contradições. 
   Além dos seus aspectos estéticos, a dança envolve um comportamento social. Requer ética. Impõe limites a todos. E isso a eleva além do entretenimento: é uma forma de exercer cidadania. Na integração racial, no uso do espaço coletivo, sem acidentes e brigas, e principalmente na educação e cordialidade.
   O Falando de Dança tem esta percepção e vem cumprindo de forma exemplar sua função como jornal, não apenas informativo, mas principalmente como formador de opinião e indutor de comportamentos saudáveis.
   Orgulha-me fazer parte destas páginas. Celebro com todos, a equipe, anunciantes e leitores, esta data especial. Que se reproduza  e seja longa a vida deste querido jornal. 
Milton Saldanha, jornalista e fundador do jornal Dance (SP), escreve para a coluna Opinião, do JFD

**********

Meus primeiros artigos sobre dança de salão datam de 1997 para o jornal Dance News, bem como minhas primeiras coberturas fotojornalísticas na dança para meu site dancadesalao.com. Não me recordo a data exata, mas conheci a editora do Jornal Falando de Dança (JFD) em meados da primeira década do terceiro milênio, antes da criação do jornal. Leonor Costa era uma advogada que havia descoberto a dança de salão e se interessou em trabalhar com jornalismo de dança quando começou a trabalhar no jornal Dance News. No qual trabalhou também com Antonio Aragão, seu sócio no JFD, que está completando 10 anos este mês. Após esse período de aprendizado, resolveram criar seu próprio jornal, com linha editorial diferente do anterior. Podemos dizer, então, que conheci Leonor ainda como “Foca”.
   Após esse primeiro contato, a primeira vez que fui citado no JFD foi na edição 8, de 2008, em matéria sobre a sexta e última edição do congresso que realizei, o Salão Rio Dança. Ainda fui citado nas edições 9 e 10, antes de escrever meu primeiro artigo no jornal, na edição 17 de 2009: “Padronizar ou deixar nosso Samba morrer?”. Esse artigo tinha relação com meu trabalho de pesquisa histórica sobre o Samba de Gafieira, que resultou no lançamento de meu livro “Samba de Gafieira: a história da dança de salão brasileira”, em 2001. Porém, foi apenas na edição 19 que minha coluna tomou ares de permanente, quando escrevi o obituário de Maria Antonietta em artigo de duas páginas. A partir desse momento comecei a escrever regularmente artigos sobre a história da dança e eventuais obituários de personalidades de nosso meio. Escrevi também críticas de filmes e crônicas ficcionais, e até mesmo duas fábulas, sempre com a dança como temática. Em algumas edições também atuei como fotojornalista, fornecendo coberturas fotográficas de eventos da dança.
   Com meu site dancadesalao.com perdi a conta de quantos anúncios trocamos. Seja para venda de meus livros ou mesmo como fotógrafo, sempre tinha um espaço sobrando para mim na seção de anúncios do JFD.
   Em 2011 resolvi lançar meu segundo livro: “200 anos de Dança de Salão no Brasil”. Um livro que organizei e contém artigos meus e de diversos autores, entres eles Leonor Costa. Para o lançamento do livro tive total apoio dos editores do JFD, que também me permitiram lançá-lo pela editora que possuem. Em 2012 lancei os volumes 2 e 3 do livro, também pela editora do jornal, e em seguida o volume 4. No momento estou trabalhando no volume 5, ainda sem data de lançamento. A divulgação do lançamento dos volumes, bem como as coberturas desses lançamentos, foram publicadas em várias edições do JFD.
   Em 2016 proferi minha palestra sobre a história da dança de salão, em evento realizado pelo JFD, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro (CCoRJ).
   Posso dizer, então, que estive presente das mais variadas formas no JFD nesses últimos 10 anos e é com grande felicidade que vejo essa comemoração de aniversário acontecer. Que venham muitos outros.
Marco Antonio Perna, autor de livros, pesquisador e administrador de site sobre dança de salão, escreve para o JFD sobre temas variados, como comportamento, dança na mídia e personagens da nossa história.

**********

Abrem-se as portas de um salão de uma editora e as primeiras notas musicais de um sonho começam a ecoar pelas paredes tentando firmarem-se sobre um computador para tomar a forma de um jornal. E tomaram. O sonho ganhou formato.    Há, porém, um conteúdo sem plateia. Sim, porque o que se comemora é apenas a lembrança do que foi tão arduamente construído por dez anos, dia após dia, sem descanso e perdão aos erros, com respeito ao tempo do relógio que não parou para esperar a última notícia que ainda iria chegar para ser publicada, as cobranças severas que vinham da senhora de nome perfeição.
   Dez anos de tentativas de superação. De suportar ventanias que ora levavam todas as páginas já escritas e tudo havia de recomeçar, de estar aqui e ali ao mesmo tempo para recolher mais um material que substituirá o outro que é melhor do que este, enfim...
   A comemoração é solitária porque é contida. Não é pública, de todos com todos. Não é ato de confraternidade. É, sim!, um grande aplauso que seus organizadores e operadores se dão frente a um espelho que os reflete, solitários, eles que, apenas eles, sabem como esse caminho foi percorrido, sobre quais e quantas pedras tropeçaram, quantas vezes o desânimo quase os derrotou se não fosse a esperança da perpetuação do sonho ficar em arquivos.
   A plateia não sorriu nem chorou por dez anos. Nem se interessou nem esteve alheia. É plateia neutra, oportunista, que se valeu apenas do que seus olhos quiseram ver e ler. Ventanias de desinteresse folhearam páginas de forma urgente para verem as fotos do último baile ou do anúncio que vende ou não vende.
   Enquanto isso, matérias excepcionalmente bem escritas acerca da história da dança, sua evolução, os trilhos sobre os quais passou, assim como notícias extremamente interessantes trazidas pelos tijolinhos de informação da Editora, enfim, contos, relatos, textos, todos, sem exceção, de muito boa qualidade técnica e editorial estiveram à disposição, em vitrine para onde não olharam esses que se dizem amantes da dança.
   Dez anos buscando modernização de conteúdo para a plateia sentada de costas.
   Quem ama a dança, ama a arte. Não é possível  separar esses dois crimes. 
   Mas não amaram nem o que o Jornal Falando de Dança disse, pretendeu dizer, tentou dizer e melhorou o que já dissera, aperfeiçoou o que tentou e conseguiu dizer.
   Não houve troca nem eco. Foram dez anos surdos e mudos. Não foram cegos porque tinham fotos e apenas estas foram lidas, entendidas, relidas, vistas novamente.
   Jornais sobre mesas de clubes estiveram como um corpo que caiu ali e morreu abandonado. Os dançantes passavam por ele e sequer ouviam seus sussurros de pedidos de perdão. Perdão por ser um material de tão brilhante conteúdo, perdão por ser o fruto de um trabalho incessantemente dedicado a entregar informação de excelente qualidade, perdão porque o exemplar ficava na mesma mesa abandonado até um garçom recolhê-lo e sepultá-lo em alguma lixeira sem som. Perdão por não conseguir superar o desinteresse que os dançantes têm por quase tudo que não seja imediato, superficial, desnecessário, pilhéria, sem responsabilidade com um único pensamento sequer. Como se viver fosse apenas ficar de pé e respirar.
   Dez anos de manutenção de um sonho vivo é motivo de comemoração, ainda que solitária, não importa. Melhor é, se assim se pode dizer, voltar o olhar para esse salão onde tudo começou e serenamente sentir que tudo valeu cada minuto vivido na direção do sonho que se tornou realidade ainda que a plateia não tenha entendido o conteúdo.
   Porque a plateia não entende sequer o que é o sonho de fazer um jornal circular em vários clubes, bairros, cidades, pelas mãos de pessoas que são o objeto do sonho. Elas não sabem, ainda, que o sonho tem nelas seu alvo. Que o cansaço, tanto quanto o desânimo, nascem delas porque o sonho está sendo alvejado a cada edição que se busca não deixar o jornal falecer sobre uma mesa de um clube qualquer.
    Vem, vamos embora, que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer
   Assim diz a canção de Geraldo Vandré, que quem sabe faz a hora. E a hora é de prosseguir por mais dez ou muitos dez outros anos e enquanto um único baile existir.
Maria Augusta, dançarina, publica no JFD suas crônicas sobre o dançarino Rato
  • Leia AQUI o depoimento da editora Leonor Costa, sobre os dez anos do JFD
  • Leia AQUI o depoimento do editor Antonio Aragão, sobre os dez anos do JFD
  • Leia (ou baixe) AQUI a edição dos dez anos, em pdf (ed. 121 - out/2017)


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Leia aqui o depoimento do editor Antonio Aragão, sobre os dez anos do Jornal Falando de Dança

Aragão é editor do JFD
Existe uma piada que relata uma cena de leito de morte, em que o patriarca moribundo, ao constatar que todos os familiares encontravam-se presentes a sua volta, indaga, preocupado: “então, quem ficou na loja hoje?”. Lembrei-me dessa cena quando a editora Leonor Costa me pediu para deixar registrado meu depoimento sobre os dez anos do jornal. 
   Ao longo destes dez anos, coube a mim a ingrata tarefa de manter a “loja” aberta e faturando, garantido, assim, sua sobrevida. Não foram poucas as vezes que me estressei com anunciantes que descumpriam tratos; que me afligi com anúncios já diagramados no jornal e cancelados na véspera da impressão; que me decepcionei com clientes que nos pediam para anunciar a preço simbólico, alegando dificuldades financeiras, e, uma vez progredindo, sequer nos convidam para seus eventos. Alguns, patrocinamos total ou parcialmente as camisas dos eventos, usamos o carro do jornal no transporte, elaboramos peças de marketing, doamos flyers e banners de lona e fizemos assessoria de imprensa.  Também foram alegrias e decepções, os resultados que colhemos das ações paralelas à impressão do jornal. Como as campanhas que deslanchamos e os projetos que desenvolvemos e apoiamos, sempre com foco na valorização da dança de salão e na conscientização de seus praticantes e profissionais. Mas a vida é assim mesmo, e, para compensar, temos o suporte de gente que reconhece nosso trabalho e nos ajuda como pode, além de amigos queridos que fomos ganhando ao longo desta jornada.
   Mas, o que mais me angustia a cada dia 10, quando é iniciada a campanha de arrecadação de recursos para mais uma edição, é ver a preocupação da editora com o conteúdo do informativo. Se haverá espaço para publicar a pesquisa de fulano, ou a matéria de beltrano; se o jornal poderá apoiar a divulgação do evento tal, que sequer nos mandou release, mas que a editora julga ser importante registrar; se, enfim, manteremos a paginação ou teremos de reduzir o número de páginas para conter os custos. E, publicada a nova edição, lidar com sentimentos opostos, como a alegria de ver a pessoa correr atrás de mim para pegar a edição, sentar-se e efetivamente ler os artigos; e o aborrecimento com as críticas do tipo “não saí na foto”, “acho que merecia um destaque maior”, “meu nome é com acento”.
   E assim, na “corda bamba”, estou aqui escrevendo este texto no décimo ano do jornal. Um feito e tanto, se considerarmos que raríssimos periódicos culturais alcançam essa idade. E, impresso regularmente, dirigido ao segmento da dança, o Jornal Falando de Dança é “o último dos moicanos”. A gráfica mudou, o papel também, a paginação encolheu, mas estamos, aqui, na missão que escolhemos, de registrar a história passada e presente desta cultura viva que tanto amamos. Como disse nossa editora na mensagem ao leitor da edição passada, estaremos aqui até quando os personagens desta cultura viabilizarem a existência deste meio de comunicação e divulgação. Um brinde à resistência!
______________________
Antônio Aragão é diretor da Amaragão Edições, Produções de Eventos e de Dança Ltda, que edita o Jornal Falando de Dança

  • Leia online as edições do Jornal Falando de Dança, hospedadas AQUI.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Leia aqui o editoral da edição de dez anos do Jornal Falando de Dança

Leonor é editora do JFD
O Jornal Falando de Dança completou dez anos este mês. A crise atual (e cíclica) inviabilizou uma comemoração à altura do que gostaríamos, como foram os bailes comemorativos dos primeiros anos, em parceria com Glorinha Telles, no Olympico Club, ou os bailes do projeto Prêmio Cultura da Dança de Salão, em parceria com Valdeci de Souza, no Helênico. 
   Para marcar a data, optamos por elaborar esta edição especial (ed. 121), contendo um resumo da produção do Jornal Falando de Dança e da editora AMAragão Edições e Produções que o publica. Acessando a postagem correspondente em nossa página na internet, o leitor poderá clicar em links que lhe direcionarão a mais detalhes, fotos e vídeos dos eventos aqui citados.
   Na seção de história, Maristela Zamoner fala-nos de um detalhe que lhe chamou a atenção nos anúncios do século 19 sobre escravos fugidos. Milton Saldanha abre o debate sobre a falta de compositores contemporâneos no repertório de bailes. Marco Antonio Perna comenta uma notícia recente em jornal de grande circulação, sobre assédio em aula de dança. E esta editora publica notinhas sociais, políticas e culturais para manter o leitor antenado com acontecimentos relevantes no nosso meio.
   Mas o que consideramos a “cereja do bolo” desta edição são os depoimentos de nossos articulistas sobre os dez anos do jornal. Propusemos a eles que se manifestassem a respeito, sem restrição de espaço. Disso resultou abordagens diferentes (inclusive poética – e pessimista), no estilo de redação peculiar a cada um, que evidencia como, cada qual a seu modo, contribuíram para a diversidade de conteúdo que o Jornal Falando de Dança amealhou nesta década de vida. 
   E você, leitor, que depoimento daria a respeito? Escreva para nós. Estamos reservando um espaço para você na próxima edição. 
   Boa leitura, e até novembro.
_________________
Leonor Costa é editora do JFD

  • Leia online a ed 121 do JFD, clicando AQUI
  • Demais edições: clique na miniatura de capa da coluna à direita ou acesse as edições no site do Issu, AQUI.

Postagens populares